CAP. 41 – VOLTANDO PARA CASA
Depois de ouvir atentamente as instruções, chamei Carolina:
- Vamos minha querida ?
Percebi que ela me olhou de forma constragida mas aceitou o meu abraço. Ajudei –a se sentar no banco do carro e ela pediu:
- Poderia fazer a gentileza de não correr ? Tenho a impressão de que algo ruim pode acontecer!
Ela não se lembrava, mas eu podia me lembrar muito bem do desespero que senti quando vi o carro em que Samuel e ela estavam indo pelos ares para pegar fogo instantes depois! Ela sobrevivera por milagre!
No caminho, ela me olhou e tocou meu braço perguntando:
- Fabiano, posso chamá-lo pelo nome ou preciso usar uma forma mais cortês ?
Eu a olhei com carinho e segurei sua mão e respondi:
- Deve me chamar assim! Você não se lembra de mim, mas eu me lembro de você!
E segurando sua mãozinha delicada com mais intensidade, tornei a dizer:
- E você Carolina, é a minha esposa! A mulher que eu quero ter ao meu lado todos os dias de minha vida!!!
Ela me olhou de forma confusa e sorriu encabulada ao dizer:
- É estranho! Mas eu sinto que eu devo tratá-lo de forma familiar! Com o tempo, poderia me contar a nossa história ?
- Quantas vezes você assim o desejar! – Respondi emocionado.
Ela tornou a perguntar:
- E é realmente verdade que a minha filha está viva ?
- Sim, é verdade! Ela se chama Gabriela, nome que você escolheu depois de ter lido dois livros que uma das personagens principais tinha esse nome!
Carolina sorriu e perguntou:
- Por acaso, seria o livro E Agora Mãe ?
- E depois E agora filha ? – Tornei a responder
Ela sorriu de um jeito franco que me fazia lembrar a Carolina de antes do acidente. Olhando-me com mais confiança, ela tornou a dizer:
- Eu adoro esses livros!
- Realmente! Tanto que mantém esses livros bem longe da Gabi! – Respondi
O assunto foi interrompido para mostrar a casa que ela não se lembraria e caberia a mim e a Gabriela apresentarmos novamente a ela, o lugar onde sempre fomos tão felizes!







1 Comments:
Espero que as lembranças voltem a trazer a memória de bons tempos. É tão ruim não ter passado, mesmo tendo coisas que a gente não queria lembrar. Só que são elas que fazem outras terem valor.
Ana, bom retorno! Desculpe a demora tá? Vida corrida. Beijos no coração da Li que tem um carinho superespecial por ti!
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